Casa Rosada, sede da presidência argentina, em março de 2019 — Foto: Reuters/Agustin Marcarian

Argentino de 36 anos tentou passar pela segurança com uma arma com o argumento de que tinha uma reunião com o presidente Mauricio Macri.

Um homem de 36 anos chamado Francisco Ariel Muñiz foi detido nesta segunda-feira (13) ao tentar entrar com um revólver na Casa Rosada, a sede do governo da Argentina.

Ele alegava ter uma reunião com o presidente Mauricio Macri, informaram fontes oficiais.

“Ao constatar que a audiência com o presidente não existia, o homem tentou deixar a bolsa que continha um revólver Magnum 44 Taurus”, acrescentou a presidência argentina, em um comunicado.

Antecedentes

O fato acontece quase dois anos depois que um homem com problemas psiquiátricos também tentou burlar a segurança do edifício ao chocar seu carro contra as grades da Casa Rosada durante a madrugada, imagens que foram bastante difundidas pela imprensa local.

Além disso, em novembro do ano passado, quatro jovens – três moças e um rapaz – foram detidos e posteriormente libertados por tentarem entrar com um automóvel em uma residência de descanso de Macri.

Mauricio Macri, durante entrevista em 2017 — Foto: Reuters
Mauricio Macri, durante entrevista em 2017 — Foto: Reuters

Eles disseram que uma das moças era afilhada do presidente e conseguiram passar pelo primeiro controle de acesso à residência, na qual o presidente descansava com a família.

No entanto, quando os agentes de segurança se deram conta do engano e tentaram detê-los, a motorista do carro deu marcha à ré e deixou o lugar, o que resultou em uma perseguição. Os quatro foram detidos no estacionamento de um restaurante de fast-food.

Além dessas situações, o chefe de Estado recebeu diversas ameaças através das redes sociais e por telefone, como quando um homem de 26 anos foi detido em agosto de 2017 acusado de ter ameaçado invadir sua casa.

A popularidade de Macri caiu fortemente nas pesquisas nos últimos meses, ao longo dos quais a crise econômica no país se agravou desde que o governo empreendeu uma abrupta desvalorização do peso no final de abril de 2018, o que elevou a inflação e desencadeou uma recessão que ainda continua.