Uma quadrilha especializada em crimes previdenciários foi desarticulada pela Polícia Federal, nesta sexta-feira, nas cidades de São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão; e em Fortaleza e Caucaia, no Ceará.

 

A operação foi em conjunto com a Secretaria de Previdência e o Ministério Público Federal. A quadrilha fraudou a concessão de 127 benefícios previdenciários e gerou um prejuízo aproximado de R$ 13 milhões.

 

As investigações da Operação HEFESTO começaram em 2013, a partir de levantamentos realizados pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda.

 

A equipe identificou um esquema criminoso que fraudava a inserção de dados trabalhistas no Cadastro Nacional de Informações Sociais.

 

E, a partir disso, de acordo com a polícia federal, pessoas ligadas à quadrilha recebiam benefícios de auxílio doença e de aposentadoria por invalidez.

 

Faziam parte do esquema um advogado, uma técnica em contabilidade, duas assistentes sociais e vários  outros agenciadores e intermediários.

 

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. A justiça também determinou o sequestro de bens e a apreensão veículos em nome dos investigados. E o INSS terá ainda que bloquear o pagamento de 37  benefícios ainda ativos.

 

A suspensão desses benefícios fraudulentos evitou um prejuízo de  R$ 28 milhões, levando em conta a expectativa de vida média da população brasileira.

 

Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa. Acumuladas, as penas podem chegar a nove anos e oito meses de prisão.

 

O nome da Operação HEFESTO é uma alusão ao deus grego do trabalho, que segundo os relatos, tinha grande capacidade de criação.

Source: Internacional