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Ataque a mesquitas na Nova Zelândia: Por que a primeira-ministra do país decidiu nunca pronunciar nome do atirador

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'Fale os nomes daqueles que perdemos em vez do nome do homem que os levou. Ele é um terrorista. Ele é um criminoso', disse a primeira-ministra da Nova Zelândia Foto: Getty Image

Em discurso emocionado no Parlamento da Nova Zelândia, a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, anunciou que nunca dirá o nome do atirador que matou 50 pessoas em duas mesquitas na cidade de Christchurch.

“Ele buscou muitas coisas em seu ato de terror, entre delas a notoriedade – é por isso que você nunca me ouvirá mencionar seu nome”, disse.

Segundo a rede americana CNN, a estratégia tem surtido efeito: é o rosto dela, e não o do atirador, que tem dominado a cobertura da mídia. Com 38 anos, a política progressista é a chefe de Estado mais jovem do mundo atual e tem recebido apoio dentro e fora do país pelas declarações e medidas pós-ataque.

O que está por trás da decisão de não nomear atiradores?

“Eu imploro, fale os nomes daqueles que perdemos em vez do nome do homem que os levou. Ele é um terrorista. Ele é um criminoso. Ele é um extremista. Mas ele vai, quando eu falar, ser alguém sem nome”, afirmou a primeira-ministra neozelandesa em seu discurso.

Esta não é a primeira vez que conteúdos perturbadores relacionados a massacres circularam em redes sociais, deixando muitos sobreviventes e parentes de vítimas irritados com a publicidade que eles oferecem aos perpetradores.

Jacinda Ardern
Primeira-ministra Ardern se encontra com líderes da comunidade muçulmana no Parlamento

Os pais de uma das vítimas do ataque em um cinema em Aurora, no Estado americano do Colorado, em 2012, montaram uma campanha chamada “No Notoriety” (Sem Notoriedade, em tradução livre) para combater a cobertura jornalística dominante sobre quem comete esse tipo de ataque.

Seu site defende “nenhum nome, nenhuma foto e nenhuma notoriedade” aos criminosos, desafiando a mídia a “privar indivíduos com mentalidade violenta dos holofotes que tanto desejam”.

A campanha “Don’t Name Them” (Não os Nomeie, em tradução livre), do Centro ALERRT da Universidade Estadual do Texas, é parecida, argumentando que dar publicidade “permite ao atirador realizar um de seus objetivos e valida sua vida e suas ações”.

Vídeo mostra momento de captura do atirador

Como foi o discurso da primeira-ministra?

Jacinda Ardern foi eleita em 2017 por meio de uma coalização entre o partido Trabalhista, de esquerda, e o NZ First, que é populista e anti-imigração. Ela, que encerrou uma década de domínio conservador no Parlamento, conseguiu ampliar sua aprovação popular à frente do cargo e atrair os holofotes internacionais, a exemplo da licença-maternidade que tirou enquanto era primeira-ministra.

O discurso de Ardern no Parlamento após o atentado teve bastante repercussão no país. Em sua fala, ela abordou outros três pontos importantes no debate que dominou o país: tolerância religiosa, redes sociais e restrições a armas.

Ela abriu seu discurso com a saudação árabe “As-Salaam-Alaikum”, que significa “a paz esteja com você”, e recomendou aos neozelandeses que reconhecessem a dor da comunidade muçulmana na sexta-feira – que é o dia de adoração dos muçulmanos e marcará uma semana desde os ataques em Christchurch.

Ardern recebeu elogios por sua condução do caso, em especial de muçulmanos pelo gesto simbólico de cobrir seus cabelos com um véu enquanto falava com familiares de vítimas do ataque.

“Eu olhei para o rosto das pessoas quando ela estava colocando o hijab e havia sorrisos nessas faces”, afirmou à CNN Ahmed Khan, que sobreviveu ao ataque, mas perdeu o tio.

Victims of the Christchurch mosque shootings

Há outro ponto sensível do ataque ligado aos muçulmanos. A tradição islâmica pede a limpeza e o enterro dos corpos o mais rapidamente possível após a morte, mas isso foi adiado devido ao lento processo de identificação e documentação forense.

“A polícia está ciente das frustrações das famílias associadas ao tempo necessário para o processo de identificação após o ataque”, afirmou a corporação em comunicado. “Estamos fazendo tudo o que podemos para realizar este trabalho o mais rápido possível e devolver as vítimas aos seus entes queridos.”

Mohamed Safi, 23, cujo pai Matiullah Safi foi assassinado na mesquita Al Noor, reclamou da falta de informação.

“Eles estão apenas dizendo que estão fazendo seus procedimentos. Por que eu não sei o que esá sendo feito para identificar o corpo?”, disse à agência de notícias AFP.

Responsabilização do Facebook

Em seu discurso, a primeira-ministra também pediu que as plataformas de mídia social façam mais para combater o terror.

“Não podemos aceitar passivamente que essas plataformas simplesmente existam e que o que é dito dentro delas não seja responsabilidade dos lugares onde elas são publicadas”, disse ela. “Eles são os editores, não apenas os ‘carteiros’. Não pode haver um caso de lucro sem responsabilidade.”

O vídeo do atirador foi visto menos de 200 vezes durante a transmissão ao vivo e cerca de 4.000 vezes no total antes de ser removido.

O Facebook disse que removeu mais de 1,5 milhão de cópias do vídeo nas primeiras 24 horas após o ataque – 1,2 milhão das quais foram bloqueadas durante o upload.

Restrição ao acesso de armas

A primeira-ministra também defendeu restrições ao acesso a armas no país, mas ainda não divulgou detalhes de sua proposta.

Em 2016, a polícia da Nova Zelândia estimou que 1,2 milhão de armas legais estavam em posse de civis – o equivalente a uma arma para cada quatro pessoas no país.

A idade mínima para possuir uma arma legalmente na Nova Zelândia é 16 anos – ou 18, no caso de armas semiautomáticas de estilo militar.

primeira-ministra com filha
Jacinda Ardern com sua filha Neve durante a Assembleia Geral da ONU, em 2018

Qualquer um acima dessas idades e que seja considerado capaz pela polícia pode possuir uma arma de fogo.

Todos os donos de armas precisam de uma licença, mas a maioria das armas individuais não necessita de registro. A Nova Zelândia é um dos poucos países a seguir essas regras.

Para possuir uma arma legalmente, os interessados devem passar por uma checagem de antecedentes criminais e do histórico de saúde. Fatores como saúde mental, vícios e violência doméstica são considerados na avaliação.

Uma vez que a licença é concedida, o cidadão pode comprar quantas armas quiser.

Os números indicam que, desde 2010, houve 28 homicídios provocados por pessoas que possuíam armas legalmente, e 126 causados por pessoas sem licenças.

O que aconteceu ao acusado do ataque?

Preso após os ataques transmitidos ao vivo no Facebook, o extremista, autodeclarado supremacista branco, responderá pela acusação de homicídio.

Brenton Tarrant em sua primeira aparição no tribunal
Acusado de ataque em sua primeira aparição pública perante a Justiça

O jornal The New Zealand Herald informou na terça-feira que ele foi transferido para uma prisão de segurança máxima em Auckland, onde está isolado, sem receber visitas nem ter acesso a jornais, televisão e rádio.

Ele apareceu no tribunal no último sábado e não negou as acusações. Seu advogado, indicado pelo Estado, disse que o suspeito não queria seus serviços e indicou que representaria a si mesmo a partir de agora.

Bolsonaro diz que maioria dos imigrantes não tem boas intenções

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© Alan Santos/PR

Presidente brasileiro também afirmou apoiar construção do muro

SÃO PAULO (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro, que está em Washington, nos Estado Unidos, afirmou que apoia a ideia do mandatário americano Donald Trump de construir um muro na fronteira do país com o México, e que a maioria dos imigrantes não tem boas intenções.

“Nós vemos com bons olhos a construção do muro”, afirmou Bolsonaro em entrevista à Fox News, nesta segunda (18). “A maioria dos imigrantes não tem boas intenções.”

A declaração de Bolsonaro foi feita no mesmo dia em que o presidente dispensou os cidadãos dos Estados Unidos da necessidade de visto para viajar ao Brasil. A dispensa também vale para os visitantes da Austrália, do Canadá e do Japão.

Neste sábado (16), o filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que acompanha o pai nos EUA, deu declaração polêmica sobre imigrantes. Segundo ele, os brasileiros que vivem ilegalmente no exterior são uma preocupação do governo porque são “uma vergonha” para o país. “O brasileiro que vem pra cá [EUA] de maneira regular é bem-vindo. Brasileiro ilegalmente fora do país é problema do Brasil, é vergonha nossa”, declarou.

Sobre a situação da Venezuela, o presidente disse à Fox que o Brasil tomaria rumo parecido se continuasse sendo comandado por governos petistas. Pouco antes da entrevista, durante discurso, Bolsonaro disse que o Brasil conta com o apoio e a capacidade bélica dos Estados Unidos para “libertar o povo” da Venezuela.

Ao ser comparado com Trump pela jornalista Shannon Bream e de ser chamado de “Trump dos Trópicos”, Bolsonaro sorriu e disse que sempre admirou Trump.

Ao ser questionado sobre o vídeo obsceno que publicou em sua redes sociais no Carnaval, Bolsonaro disse que queria mostrar o que estava acontecendo. “Esse vídeo já estava circulando na internet e compartilhei para mostrar como o Carnaval estava acontecendo.”

Bolsonaro também rebateu acusações de que teria ligação com milícias e a com o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol), há um ano. Um dos acusados pela morte, o policial reformado Ronie Lessa, mora no mesmo condomínio em que o presidente tem casa.

“Sou um capitão do Exército brasileiro e parte dos oficiais da polícia do Rio de Janeiro são grandes amigos meus. Por coincidência, um desses suspeitos de ter matado a Marielle não era na verdade vizinho meu, mas morava do outro lado de uma outra rua [do condomínio]. Só descobri que ele vivia lá depois de ver as notícias.”

‘Não deixe a corrupção te pegar’, diz apoiador de Bolsonaro nos EUA

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© Alan Santos/PR

Brasileiro vendedor de carros usados Daniel Oliveira, 54, pediu para Bolsonaro não ser pego pela corrupção

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – “Bolsonaro, we love you. Continue fazendo o que você está fazendo. Você está sendo o cara. Não deixe a corrupção te pegar, você não precisa”. O vendedor de carros usados Daniel Oliveira, 54, gritou seus conselhos para o presidente Jair Bolsonaro ao vê-lo deixar a Blair House, neste domingo (17).

Nos Estados Unidos há 29 anos, Oliveira viu Bolsonaro parar e agradecer de longe. Também misturando português e inglês. “Muito obrigado. Thank you”.

Ao lado da mulher, Kelly, e da filha pequena, o brasileiro esperou por algumas horas o presidente sair em comitiva para o jantar na casa do embaixador Sérgio Amaral, em que se encontrará com líderes conservadores dos Estados Unidos.

Oliveira queria falar com Bolsonaro. E disse ter ficado satisfeito com a reposta.

A jornalistas, o vendedor afirmou que “o poder é satânico, pode te pegar. E ele [Bolsonaro] não precisa disso. O dinheiro só é bem vindo quando é honesto”.

Oliveira disse não ser de nenhum partido e a favor da oposição, “contanto que seja inteligente”. Afirmou ainda que fez campanha para Bolsonaro via celular mas que não pode votar em 2018 porque seu domicílio eleitoral estava em Miami, onde morou por 26 anos. “Mas minha mulher votou nele” –brasileiros podem solicitar votar em eleições presidenciais se estiverem residindo fora do país.

Bolsonaro deixou a Blair House perto das 19h30 deste domingo para participar do jantar na casa de Amaral.

Como mostrou a Folha, o encontro é uma espécie de Santa Ceia da direita, com presença de pensadores, jornalistas e financistas conservadores, inclusive o ex-estrategista de Trump Steve Bannon.

Ao lado de Bolsonaro, estavam os ministros Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Tereza Cristina (Agricultura), Augusto Heleno (GSI) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

Manifesto de atirador da Nova Zelândia faz menção ao Brasil

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Ataque a mesquitas na Nova Zelândia deixou 49 mortos

Suposto autor do ataque a mesquitas critica a diversidade racial que teria “fraturado” a nação brasileira. Repleto de teorias da conspiração, texto diz que “genocídio branco” teria motivado o atentado e elogia Trump.

O suspeito do ataque que deixou ao menos 49 mortos em duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, nesta sexta-feira (15/03) publicou na internet um manifesto antes do atentando. No texto de 74 páginas, ele menciona o Brasil.

Intitulado The Great Replacement (A Grande Substituição), o manifesto está repleto de teorias da conspiração populares da extrema direita sobre como europeus brancos supostamente estariam sendo substituídos por imigrantes não brancos. O texto sugere que a ideologia neonazista e a imigração motivaram o atentado.

O Brasil é mencionado na metade do documento, na seção em que o terrorista faz críticas à diversidade racial. “O Brasil com toda a sua diversidade racial está completamente fraturado como nação, onde as pessoas não se dão umas com as outras e sempre que possível se separam e se segregam”, destaca.

No manifesto, o atirador se autodescreve como um “etnonacionalista” que se inspirou em ataques cometidos por extremistas de direita, como o norueguês Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas em 2011 motivado pelo ódio ao multiculturalismo.

O terrorista afirma ainda que apoia o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “como um símbolo da identidade branca renovada e pelo objetivo comum”. Nesta sexta-feira, o líder americano se manifestou condenando o atentado.

O autor do texto escreve que planejou o ataque por dois anos e que escolheu a cidade alvo há três meses. A ideia para o massacre teria surgido numa viagem que fez à Europa entre abril e maio de 2017, que o teria deixado chocado com a “invasão de imigrantes”.

No manifesto, ele não menciona pertencer a algum grupo ou organização e lista alguns jogos de videogame que o teriam influenciado e que usou para treinar para o atentado.

O título do manifesto faz referência a um livro escrito pelo francês Renaud Camus, que popularizou a ideia de “genocídio branco”, um termo tipicamente usado por grupos racistas para se referir à imigração e ao crescimento de populações minoritárias.

Após o ataque, Camus disse que o ato “chocante” foi cometido por alguém que não entendeu o seu trabalho e acusou o terrorista de plágio por usar o mesmo título de seu livro. “Sou totalmente não violento. No centro de minha obra está o conceito da inocência, ou seja, de não agravamento e de não violência”, ressaltou.

O livro de Camus foi publicado em 2011. O autor foi condenado em 2015 por incitar o ódio e a violência contra muçulmanos.

O manifesto teria sido escrito por Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos que foi preso após o atentado, embora a polícia não tenha confirmado oficialmente a identidade do suspeito.

CN/afp/ots

Pesquisa: 59% dos americano avaliam que imigrantes fortalecem o país

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© Shannon Stapleton/Reuters

Já 34% dos entrevistados acreditam que eles tiram empregos e benefícios sociais de quem nasceu nos EUA

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Pew Research Center mostra que 59% da população dos Estados Unidos avalia que os imigrantes são uma força e não um peso para o país.

De acordo com o relatório, seis em cada dez americanos dizem que imigrantes fazem a nação mais forte com seu trabalho e talento, enquanto 34% acreditam que eles tiram empregos e benefícios sociais de quem nasceu nos EUA.

As outras opções para a pesquisa eram nenhuma das duas alternativas ou as duas. A pessoa consultada também poderia se recusar a responder.

A maioria da população norte-americana -56%- também opina que estrangeiros não aumentam os riscos de terrorismo no país, e 77% não acham que eles devam ser culpados por crimes em maior medida apenas por serem de outras nacionalidades.

Os números se chocam diretamente com a retórica anti-imigração do presidente Donald Trump. Desde que foi eleito, o republicano atua para construir um muro na fronteira entre os EUA e o México, mas sofre resistência do Partido Democrata no Congresso.

O presidente costuma dizer que a divisa de seu país sofre com uma crise imigratória que permite a entrada de drogas e criminosos em terras americanas, mas os dados divulgados pelo centro de pesquisas mostram que a maior parte da população dos EUA não vê os imigrantes de forma negativa.

Quando o assunto é a deportação daqueles que estão no país ilegalmente, porém, há divisão -47% são contra a deportação de ilegais, enquanto 46% são a favor.

Nos outros 17 países onde a pesquisa foi feita, a média é de 61% favorável à deportação e 35%, contra. De todas as nações consultadas, somente o México tem maioria contra a deportação de ilegais: 50% contra e 43% a favor.

Os EUA têm a maior população de imigrantes do mundo -cerca de 44,4 milhões vivem no país, de acordo com dados de 2017. Ilegais correspondem a 23% do total.

Ainda de acordo com a pesquisa publicada nesta quinta, a população imigrante vem caindo nos EUA desde 2007, o que também contraria o discurso do Trump, que fala em invasão de estrangeiros no país.

O levantamento foi realizado em 18 países que abrigam metade dos 127 milhões de imigrantes que hoje vivem no mundo e, por isso, não inclui o Brasil.

Na maioria deles a opinião dos EUA é compartilhada: na média, cerca de 56% respondem que os estrangeiros são uma força para o país, enquanto 38% dizem que eles são um fardo.

Entre os que enxergam os estrangeiros com otimismo estão EUA, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá e Austrália -cada um deles hospedando mais de 7 milhões de imigrantes em 2017.

EUA, Canadá e Austrália são os principais destinos de imigração desde o século 19.

Na década de 1990, porém, a percepção sobre a imigração era diferente nos EUA, e cerca de 60% viam os imigrantes como um peso para o país.

O Canadá é o campeão de bons olhos para imigrantes: 68% os veem como força, e 27% como peso.

Por outro lado, cinco países -Hungria, Grécia, África do Sul, Rússia e Israel- enxergam os imigrantes como um fardo para seus países. Com exceção à Rússia, os outros quatro têm menos de 5 milhões de imigrantes cada um.

A Hungria rechaça fortemente os imigrantes: 73% acham que os estrangeiros são um peso para o país, e apenas 5% avaliam que eles fortalecem a nação.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, é ligado à nova direita populista, identificada também com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e Trump.

De acordo com o Pew Research Center, a opinião das pessoas sobre imigração está também ligada ao espectro ideológico que ocupam: as de esquerda observam a imigração de forma mais positiva que as de direita, assim como as de maior escolaridade, as mais jovens e as com maiores salários, que tendem a opiniões afirmativas sobre eles.

Nos países da União Europeia que receberam uma onda de refugiados desde 2015, como Grécia, Alemanha e Itália, o número de pessoas que dizem ver nos imigrantes mais força do que peso caiu significativamente. A Grécia é onde ocorreu a maior queda desde 2014 na percepção positiva sobre imigrantes: de 19% para 10%.

Outro assunto que divide a opinião dos entrevistados é a disposição dos imigrantes para adotarem os costumes do país de acolhimento: média de 49% diz que os estrangeiros querem se diferenciar, e 45% afirmam que eles querem adotar o modo de vida nos países em que estão vivendo.

Nos EUA, 54% dizem que os imigrantes querem adotar costumes americanos, enquanto 37% afirmam que eles querem ser diferentes. Com informações da Folhapress.

Senado aprova multa a empresa que não pagar igual para homem e mulher

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© DanaTentis / Pixabay

A punição também vale para discriminação por idade, cor ou situação familiar.

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 13, em regime de urgência, um projeto de lei que acrescenta à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) uma multa às empresas que não pagarem salários iguais para homens e mulheres que desempenhem a mesma função e a mesma atividade. O projeto vai agora para o plenário da Câmara dos Deputados.

O texto prevê que os casos terão de ser apurados em processo judicial e que a funcionária deverá receber uma multa em valor correspondente ao dobro da diferença salarial verificada mês a mês. A punição também vale para discriminação por idade, cor ou situação familiar.

Para o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), autor do projeto de lei, a diferença salarial entre homem e mulher fere o princípio da isonomia previsto na Constituição Federal e na legislação vigente.

“Contudo, e apesar das inúmeras políticas de igualdade de gênero promovidas pelas mais diversas organizações, sejam públicas ou privadas, ainda se registram casos de discriminação contra a mulher no que se refere a remuneração”, diz o texto de autoria do senador.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que leu o relatório do plenário do Senado, ressaltou ser uma luta histórica das mulheres brasileiras que não haja diferença por sexo, cor ou hierarquia familiar, mas que elas tenham direito ao mesmo salário por desempenharem as mesmas funções e atividades que os homens.

Amigo de Michael Jackson desde os 13 anos, cantor defende astro de acusações de pedofilia

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Michael Jackson e Aaron Carter (Foto: Getty Images)

Aaron Carter, hoje com 31 anos, revela que conviveu com o ‘rei do pop’ por muitos anos e nunca viu sinal algum de abuso sexual

Aaron Carter, hoje com 31 anos, já era um astro famoso no início dos anos 2000, quando tinha apenas 12 anos. Irmão de Nick Carter, caçula da boy band Backstreet Boys, Aaron veio a público defender as acusações de pedofilia contra Michael Jackson, morto em 2009.

Isso porque Leaving Neverland, mais novo documentário sobre o eterno “rei do pop”, que foi exibido nos dias 3 e 4 na HBO, voltam a colocar Michael sob os holofotes. No longa, James Safechuck, de 41 anos, e Wade Robson, de 36, afirmam que foram vítimas de abuso sexual em Neverland, o famoso rancho onde Michael morou durante muitos anos.

Aaron, então, disse que não acredita nas acusações de James e Wade. “Por que não o acusaram quando ele estava vivo? Por que não o fizeram quando ele estava sendo alvo de várias acusações?”, questiona ele.

Michael já havia sofrido denúncias de pedofilia por décadas, mas nunca foi condenado. Em 1994, ele até fez um acordo para encerrar um processo e em 2005 foi inocentado por falta de provas.

“Eu lembro de me divertir muito com Michael. Eu tinha cerca de 15 anos, eu ficava na casa dele, no quarto dele, e é muito difícil para mim entender que minha experiência com ele foi gentil, linda, amável e reconfortante”, completa Aaron, que em 2004 revelou que conhecia Michael desde 2001, ou seja, quando tinha apenas 13 anos.

“Você é um homem adulto quando Michael estava vivo, você está do lado dele, puxando o saco dele, está em um tribunal e sob juramento. Aí, quando ele morre, você decide revelar a verdade? Você está pisando em cima do túmulo de uma lenda”, ainda disparou o cantor.

Em 2004, quando Michael ainda era vivo, Aaron já havia revelado que nada inapropriado acontecia entre ele e Michael. “Nada aconteceu entre nós. Não dormimos no mesmo quarto, não dividimos uma cama. Temos uma amizade normal. Não há nada sexual nela”. Aaron e Michael também chegaram a cantar juntos em 2004, quando lançaram What More Can I Give, uma canção que reuniu astros como Beyoncé, Céline Dion, Ricky Martin, Usher, Nick Carter, Justin Timberlake, Mariah Carey e Shakira com renda convertida para a caridade.

No longa, que causou controvérsia ao estrear no Festival de Cinema de Sundance deste ano, Wade e James contam com detalhes os supostos abusos que teriam sofrido durante anos quando tinham entre sete e dez anos.

Wade, que tinha 22 anos na época do julgamento, deu um testemunho importante em sua defesa, dizendo que Michael havia dormido na mesma cama que ele, mas nunca o havia tocado de forma imprópria; bem diferente das declarações feitas por ele no documentário (assista ao trailer abaixo). 

Número de brasileiros rejeitados na UE cresce mais de 60%

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© Agência Brasil

4.984 cidadãos do Brasil foram barrados no bloco em 2018

O número de cidadãos brasileiros impedidos de entrar legalmente na União Europeia aumentou 61,5% em 2018, de acordo com dados da Frontex, a agência do bloco para controle de fronteiras.

Segundo Bruxelas, 4.984 brasileiros foram barrados na UE no ano passado, contra 3.086 em 2017. Esse número, de acordo com dados citados pela Folha de S. Paulo, coloca o Brasil em sétimo lugar na lista de mais cidadãos impedidos de ingressar na União Europeia.

Por outro lado, acredita-se que tenha aumentado o número de imigrantes brasileiros ilegais no bloco. (ANSA)

Mineira Júlia Horta é eleita Miss Brasil 2019

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© Reprodução / Instagram

A jornalista e apresentadora tem 24 anos e é natural de Juíz de Fora

A Miss Minas Gerais, Júlia Horta, foi eleita como Miss Brasil Be Emotion 2019 em concurso realizado em São Paulo na noite de sábado (9). 

A segunda colocação ficou para a Miss São Paulo Bianca Lopes e a Miss Ceará Luana Lobo ficou em terceiro lugar no concurso.

A mineira recebeu a coroa, avaliada em R$ 52 mil, das mãos da amazonense Mayra Dias, Miss Brasil 2018.

“Olha, eu confesso para vocês que desde o momento que eu decidi começar no meu [concurso] estadual, eu já tinha colocado nas mãos de Deus. E eu confio nele mais que tudo. E foi muito engraçado que hoje foi o dia mais calmo que eu tive em todo o confinamento, parecia que eu sentia que Ele estava o tempero inteiro comigo e eu acho que foi realmente isso. Eu estou muito feliz, muito feliz mesmo”, afirmou Júlia.

“Eu fui eu mesma e tive inteligência emocional, sem dúvida. Se tem uma coisa que eu poderia falar para qualquer pessoa é: ‘Invista em autoconhecimento, isso transforma’. Estou muito feliz que o povo mineiro me abraçou, todo mundo está torcendo para mim. Então (esse título) é nosso”, completou.

Laudo da Justiça Federal aponta que Adélio Bispo tem doença mental

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POLÍCIA MILITAR / DIVULGAÇÃO

Documento atesta que autor da facada que feriu gravemente o agora presidente Jair Bolsonaro não pode ser penalizado criminalmente pelo ato

Adélio Bispo de Oliveira, criminoso que atacou e tentou assassinar Jair Bolsonaro
POLÍCIA MILITAR / DIVULGAÇÃO Adélio Bispo de Oliveira, criminoso que atacou e tentou assassinar Jair Bolsonaro

De acordo com o documento, Adélio não poderá responder criminalmente pelos seus atos, uma vez. Ele está preso provisioriamente desde o dia do crime e já foi denunciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, mas ainda não foi julgado.

O primeiro inquérito da PF concluiu que Adelio agiu sozinho no dia 6 de setembro, quando esfaqueou Bolsonaro  . Segundo as investigações a motivação do agressor “foi indubitavelmente política”. Porém, não se sabe ainda quem estaria por trás da sua defesa. 

A partir de então, um segundo inquérito , em andamento, foi aberto para dar continuidade às apurações. O objetivo deste era comprovar a “participação de terceiros ou grupos criminosos” no atentado ao político. Após a facada em Bolsonaro , o agora presidente eleito foi submetido a duas cirurgias por conta do golpe sofrido no abdômen e ficou internado por 23 dias. 

Ao receber a denúncia, o juiz Savino considerou que o agressor cometeu “grave e inegável lesão ao regime democrático” ao “tentar impedir” que os eleitores identificados com Bolsonaro fizessem valer seus votos. 

“Não há dúvidas de que o atentado pessoal do qual o candidato Jair Bolsonaro  foi vítima efetivamente provocou irreparável desequilíbrio no processo eleitoral democrático brasileiro, não somente por afastar das campanhas de rua e debates eleitorais o candidato líder em pesquisas de intenção de voto, mas também por estremecer a garantia do princípio democrático da liberdade de consciência e escolha”, escreveu o juiz.

O magistrado destaca ainda que Adelio Bispo disse, logo após ser preso em flagrante, que agiu por “duas motivações”: “uma de ordem religiosa e outra de ordem política”. “A respeito dessa última, disse que ‘defende a ideologia de esquerda, enquanto o candidato Jair Bolsonaro defende ideologia diametralmente oposta, ou seja, de extrema direita'”, relatou o juiz.
Adélio Bispo foi o autor da facada Jair Bolsonaro durante um comício na cidade de Juiz de Fora no dia 6 de setembro de 2018, ainda antes do primeiro turno. Ele foi acusado de prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. Inicialmente, a Polícia Federal  concluiu que ele agiu sozinho e que a motivação foi “indubitavelmente política”, mas agora investiga quem está pagando seu advogado de defesa.