O governo federal assinou contratos com as farmacêuticas Pfizer e Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson) para a compra de 138 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. São 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer e 38 milhões do da Janssen.


A vacina da Pfizer já tem o registro definitivo para uso no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Tem mais de 90% de eficácia contra o coronavírus. Já o imunizante da Janssen ainda não tem autorização para ser utilizado, nem com registro definitivo nem para uso emergencialO fornecimento está condicionado ao imunizante ser liberado para uso pela agência regulatória brasileira, segundo nota da própria farmacêutica. A vacina produzida pela Johnson & Johnson tem eficácia média de 66%.

Os contratos preveem que as entregas devem ser realizadas até o fim do ano. A Pfizer deve entregar 13,5 milhões de doses até junho. As outras 86,5 milhões de doses estão previstas para serem entregues até o fim de setembro.


Já a vacina da Janssen vai começar a ser distribuída apenas no 3º trimestre. Serão entregues 16,9 milhões de doses ao Ministério da Saúde até o fim de setembro. Até o fim do ano, as outras 21,1 milhões de doses do imunizante também devem estar disponíveis para aplicação no país.


Apesar das datas estipuladas, o Ministério da Saúde afirma que mudanças no cronograma são possíveis.


A Pfizer cobrou US$ 10 por dose e deve receber US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,46 bilhões) pelas vacinas, segundo o portal G1, que teve acesso aos contratos assinados entre o governo brasileiro e as farmacêuticas. A Janssen também cobrou US$ 10 por dose e deve receber US$ 380 milhões (cerca de R$ 2,07 bilhões).


Atualmente, o Brasil aplica na população as vacinas da CoronaVac, que tem autorização para uso emergencial, e a da AstraZeneca/Oxford, que conta com o registro oficial concedido pela Anvisa.


A vacina da Pfizer é aplicada em duas doses, assim como as outras vacinas já utilizadas no PNI (Programa Nacional de Imunização). A da Janssen, por outro lado, é aplicada em dose única, o que pode facilitar as campanhas de vacinação, se a empresa conseguir o aval da Anvisa.


As negociações com os 2 laboratórios começaram em abril de 2020, mas estavam paralisadas por discordâncias do governo com cláusulas do contrato. Em fevereiro, o Ministério da Saúde afirmou que esperava orientações do Palácio do Planalto para seguir com o diálogo com as farmacêuticas.


O anúncio dos acordos com a Janssen e a Pfizer acontece em meio à troca de comando no Ministério da Saúde. Na 2ª feira (15.mar.2021), o presidente Jair Bolsonaro confirmou que Eduardo Pazuello será substituído pelo médico cardiologista Marcelo Queiroga. Mas, até o momento, a troca não foi oficializada no Diário Oficial da União e Pazuello permanece no cargo.


Via Poder360


Deixe seu Comentário