Nanaia Mahuta faz parte do mais populoso grupo indígena da Nova Zelândia. Nova ministra faz parte da coalizão que venceu as eleições gerais no país, que renovaram o mandato da premiê Jacinda Ardern.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, nomeou nesta segunda-feira (2) a parlamentar Nanaia Mahuta, de 50 anos, como ministra das Relações Exteriores. Ela será a primeira mulher maori a ocupar o cargo de Ministra das Relações Exteriores do país.

Os maoris formam o mais populoso grupo indígena da Nova Zelândia. Segundo o governo, essa etnia chegou ao arquipélago há cerca de 1 mil anos, vindos da ilha polinésia de Hawaiki. Um em cada sete neozelandeses se define como maori, cujo idioma é reconhecido como um dos oficiais do país junto do inglês.

Mahuta foi anunciada durante evento de nomeação do gabinete do novo mandato de Ardern como primeira-ministra. O Partido Trabalhista, do qual a premiê faz parte, aumentou a maioria no Parlamento após as eleições gerais de outubro.

No evento de nomeação, a nova chanceler defendeu que as tecnologias vão ajudar a Nova Zelândia a se conectar com o resto do mundo enquanto durar a pandemia — o governo neozelandês conseguiu zerar, mais de uma vez, a transmissão local do novo coronavírus.

"Sinto-me privilegiada em poder liderar as conversas com o exterior", disse Mahuta.

Tatuagem no queixo


Em 2016, Mahuta se tornou a primeira parlamentar da Nova Zelândia a usar, no queixo, uma tatuagem típica das mulheres maoris — a moko kaue. "É uma declaração de identidade, como um passaporte", disse ela em entrevista naquele ano ao jornal britânico "The Guardian".

"Estou em um momento da minha vida em que estou pronta para dar uma declaração clara de quem eu sou e de qual é minha posição na Nova Zelândia", afirmou Mahuta.

A moko kaue geralmente é tatuada em mulheres mais velhas, como um símbolo de autoridade e poder na comunidade. Tatuagens do tipo se tornaram menos comuns com a colonização britânica, mas voltaram a aparecer com mais frequência para representar a identidade e o orgulho maori na Nova Zelândia.

 

Via G1

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