Moradores da região de Madri só podem sair por motivos essenciais como trabalhar, ir ao médico ou levar filhos à escola.

Mais de 850 mil moradores de Madri, na Espanha, e de sua região metropolitana não poderão deixar seus bairros a partir desta segunda-feira (21) a não ser por motivos essenciais como trabalhar, ir ao médico ou levar filhos à escola por causa da pandemia de Covid-19.

As restrições de circulação, previstas para durar duas semanas, atingem oito bairros, principalmente os mais pobres e que concentram boa parte de imigrantes. O descumprimento das regras será punido com multas de pelo menos € 600 (cerca de R$ 3.800).

A medida tenta conter uma nova onda do coronavírus, que matou mais de 30 mil pessoas no país, de acordo com levantamento da universidade americana Johns Hopkins.

Madri se tornou o epicentro dos contágios, com uma taxa de infecção de cerca de 682 casos por 100 mil habitantes em duas semanas. Isso equivale a quase três vezes a média nacional, que é de 267,8.



O jornal “El País” conta que o mês de junho foi “tranquilo” em Madri em relação à pandemia. Em julho, os casos começaram a reaparecer enquanto as cidades ficavam mais vazias por causa das férias de verão (no hemisfério norte). “Em agosto, o vírus reapareceu e multiplicou a sua incidência por 15. Nas primeiras semanas de setembro, o ritmo se manteve e em toda a área metropolitana supera os 530 casos por 100 mil habitantes”, descreve o jornal.

Áreas periféricas

As áreas afetadas pelas novas medidas sanitárias localizam-se principalmente no sul da capital espanhola e na região da Grande Madri, onde a precariedade é maior do que em outras localidades.

A falta de recursos econômicos faz com que muitas famílias, compostas principalmente por migrantes, sejam obrigadas a compartilhar pequenos espaços nesses bairros populares, o que favorece a propagação do vírus. Esses grupos também costumam utilizar transportes público, o que aumenta o risco de contaminação.

A prefeita de Madri, Isabel Díaz Ayuso, explicou que “é permitida a circulação dentro destes perímetros, mas as reuniões privadas terão de ser reduzidas a seis pessoas e a atividade em parques e jardins está suspensa até novo aviso”.

Na semana passada, Ayuso foi criticada por dizer que "o estilo de vida do imigrante" foi parcialmente responsável pelo forte aumento nos casos de contaminação nessas regiões.


Via G1

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