A Organização Mundial de Saúde está alertando que a pandemia de coronavírus vai piorar cada vez mais se os governos não mudarem a maneira como estão combatendo o vírus. O diretor geral, doutor Tedros Adhanom Ghebreyesus, diz que mensagens confusas e contraditórias dos líderes estão minando a confiança do público. Os EUA são o país mais afetado do mundo, com mais de 3,3 milhões de casos confirmados e mais de 135.000 mortes.

A Organização Mundial da Saúde alertou todas as nações, dizendo que a pandemia só piorará se medidas de controle não forem seguidas.

Quase 13 milhões de casos confirmados foram relatados em todo o mundo, com 570.000 mortes.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diz que o COVID-19 continua sendo o inimigo público número um, mas as ações de muitos governos e pessoas não refletem isso.

Ele diz que mensagens confusas dos líderes estão minando a confiança do público nos esforços para controlar a pandemia.

"Se os governos não se comunicarem claramente com seus cidadãos e adotarem uma estratégia abrangente focada em suprimir a transmissão e salvar vidas; se as populações não seguirem os princípios básicos de saúde pública de distanciamento físico, lavagem das mãos, uso de máscaras e ficar em casa quando estiver doente; se o básico não for seguido, só há um caminho a seguir para a pandemia: ela ficará cada vez pior e pior e pior".

As mensagens confusas sobre os benefícios do uso de máscaras continuam, apesar do fato de as pessoas as usarem em muitos países há meses e em algumas jurisdições seu uso é obrigatório.

O governo britânico anunciou recentemente que máscaras devem ser usadas em lojas e supermercados a partir de 24 de julho.

Falando antes do anúncio, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse que o uso de máscaras fará a diferença.

"Eu acho que nas lojas é muito importante usar uma cobertura para o rosto, se você estiver em um espaço fechado e quiser proteger outras pessoas e ao, mesmo tempo, se proteger. Sim, cobertura para o rosto, eu acho, as pessoas deveriam estar usando nas lojas e, em termos de como fazemos isso, se a tornamos obrigatórias ou não, veremos as orientações e falaremos um pouco mais nos próximos dias ".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu mensagens contraditórias sobre o uso de máscaras, desde zombar das pessoas que as usam, dizer que ele não tem problema com elas, até finalmente estar preparado para ser filmado usando uma máscara facial.

Os EUA são o país mais afetado do mundo, com mais de 3,3 milhões de casos confirmados e mais de 135.000 mortes.

Trump continua argumentando que os altos números de casos são o resultado de taxas muito altas de testes.

"Eles estão sempre falando sobre casos, o número de casos. Bem, é um grande fator que temos, temos muitos casos porque temos muitos testes, muito mais do que qualquer outro país do mundo. E também é o melhor teste".

 

Os EUA estão passando por um aumento em muitos estados, incluindo Flórida, Texas, Arizona e Califórnia.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou que o estado decidiu estender suas restrições, fechando bares e proibindo refeições dentro dos estabelecimentos.

"Academias e ginásios, locais de culto, escritórios para setores não críticos, serviços de cuidados pessoais, que incluem salões de beleza, barbearias e shoppings."

Se as escolas devem reabrir nos Estados Unidos em Agosto, é outro tema que permanece confuso.

O presidente Trump diz que o ensino no campus deve ocorrer e se diz preocupado com aqueles que fazem politicagem sobre um tema tão sério.

"Temos que abrir as escolas. Temos que abri-las. E acho que há muita política. Acho que eles pensam que farão melhor se puderem manter as escolas fechadas nas eleições. Não acredito que isso vai ajudá-los, honestamente. "

O governador democrata do estado de Nova York, Andrew Cuomo, diz que o governo Trump não está em posição de criticar quando se trata de mensagens públicas.

"Eles (referindo-se às autoridades federais) negam a realidade da situação desde o início: 'Ela não existe.' ‘Isso vai desaparecer.’ ‘Na Páscoa, vamos reabrir.’ ‘Quando estiver quente, vai desaparecer como se fosse um milagre.’ Não foi embora. Não houve milagre. Vocês negaram a realidade. Esta é a agenda política deles em relação à política de saúde pública. É isso que é. Isso é politicamente inapropriado em um ano eleitoral. "

As Américas são o atual centro da pandemia e a América Latina teve pelo menos 145.000 mortes relacionadas ao coronavírus.

Metade dessas mortes ocorreu no Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro, que anunciou recentemente que havia pegado o vírus, minimizou a necessidade de tomar medidas estritas

A Índia está lutando contra a pandemia, com mais de 23.000 mortes e mais de 907.000 casos.

E na África do Sul, a venda de álcool foi novamente banida para tentar minimizar as internações relacionadas ao consume de álcool.

O país tem mais de 276.000 casos confirmados e teme-se que haja falta de leitos hospitalares e escassez de oxigênio.

Alguns sul-africanos, como o estudante Douglas Ngobeni em Soweto, acham que a proibição da venda de álcool é uma medida que vale a pena.

"Quando alguém está intoxicado, o risco de sofrer um acidente a qualquer momento é maior. E assim os hospitais podem ficam cheios. Sejamos pacientes como um país. O álcool não vai a lugar algum, porque essa proibição de álcool está sendo imposta apenas para evitar que os hospitais fiquem cheios, para acomodar as vítimas do vírus ".

Fonte: SBS Portugues

Deixe seu Comentário