Movimento tem como objetivo mostrar que as grandes marcas não concordam com a abordagem da rede social em relação às postagens contendo discurso de ódio

A marca PlayStation, da Sony, é a mais recente adição à onda de boicotes feitos por empresas ao Facebook. Recentemente, várias companhias decidiram deixar de anunciar na rede social de Mark Zuckerberg e no Instagram.

A decisão, que é uma forma de protesto, tem como objetivo mostrar que as marcas não concordam com a maneira que a rede social lida com discursos de ódio e conteúdos nocivos postados por utilizadores da plataforma.

Em um comunicado enviado ao Games Industry, a empresa informa que, "em meio à campanha #StopHateForProfit, suspendemos globalmente nossa atividade no Facebook e Instagram, incluindo publicidade e conteúdo não pago, até o fim de julho".

Até o momento, o movimento de boicote conta com mais de 600 apoiadores, com empresas aderindo à campanha diariamente. Com a diminuição do número de anúncios, a rede social deve sofrer queda em relação às receitas geradas, isso porque uma parte substancial do faturamento da companhia é oriundo de publicidade.

Ainda não se sabe se o Facebook vai ceder à pressão imposta pelo boicote de grandes marcas. Um porta-voz da empresa declarou que não realizaria modificações nas políticas de privacidade apenas por conta do dinheiro envolvido. No entanto, Zuckerberg deve se reunir com os organizadores da ação para discutir o assunto.

Na semana passada, a rede social anunciou que vai adicionar avisos às postagens que infringem suas regras e reprimir todo o conteúdo que esteja relacionado com movimentos que pregam o ódio. Os organizadores do boicote disseram que essas mudanças não são suficientes, e que regras mais rígidas devem ser adotadas.

Fonte: Olhar digital

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