Manifestantes em Hong Kong cantam hino americano e pedem ajuda dos EUA

Líder do país retirou projeto de lei que previa extradição para a China, mas atos continuam a acontecer, com uma pauta mais ampla.

Milhares de manifestantes em Hong Kong cantaram o hino dos Estados Unidos no domingo (8) e pediram para que o presidente Donald Trump os liberasse do domínio chinês.

O protesto começou pacífico, mas, como tem acontecido, acabou com barricadas, quebra de vidraças e fogos na rua. Dessa vez, isso aconteceu no distrito financeiro e de compras.

A polícia postou-se perto dos manifestantes, enquanto as pessoas pediam democracia e as pessoas cantavam o hino dos EUA,

Manifestante com bandeira dos EUA em Hong Kong — Foto: Kin Cheung/AP
Manifestante com bandeira dos EUA em Hong Kong — Foto: Kin Cheung/AP

“Cante pela liberdade, fique ao lado de Hong Kong”, eles gritaram antes de entregar petições ao consulado dos EUA. “Resista à Pequim, libere Hong Kong”.

EUA pedem comedimento

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, pediu no sábado (7) à China para ser comedida em relação à Hong Kong.

Ester fez uma chamada de Paris, quando a polícia de Hong Kong impedia que manifestantes bloqueassem o acesso ao aeroporto, mas dispararam bombas de gás pela segunda noite seguida em um bairro populoso, o de Mong Kok.

No mês passado, Trump sugeriu que a China deveria humanamente resolver o problema em Hong Kong antes de um tratado comercial seja feito em Washington. Mais cedo, Trump chamou os protestos de revoltas que eram um problema da China.

Bomba de gás

O vandalismo começou durante a tarde. Os policiais responderam à violência durante 14 semanas com jatos de água, balas de borracha e bombas de gás.

A polícia de conflitos esvaziou uma estação central de metrô perto da hora da marcha de domingo, onde os ativistas atingiram e picharam painéis de vidro.

Os ativistas pegaram tijolos da rua para quebrar janelas e colocaram fogo em caixas de papelão nas ruas e fizeram barricadas com barras de metal.

Centenas de outros ficaram pelas ruas ao redor, que têm bancos, lojas de joias e shopping-centers.

As estações de metrô foram atacadas recentemente por causa de cenas transmitidas pela TV que mostravam sendo agredidos pela polícia quando já estavam no chão. Eles querem que a concessionária do metrô divulgue as cenas capturadas pelo sistema interno de vídeo.

“Com a guerra comercial entre os EUA e a China, é uma boa oportunidade para mostrarmos aos EUA como os grupos pró-China estão violando direitos humanos em Hong Kong e permitindo a brutalidade policial”, disse Cherry, 26, que trabalha no setor financeiro.

Hong Kong foi devolvida à China com a fórmula “um país, dois sistemas”, que garantia liberdades que não existem no país continental. Parte dos residentes de Hong Kong temem que essa autonomia será perdida.

Fomentando a inquietude

A China nega a acusação de interferência e diz que Hong Kong é um assunto interno. Ela também denunciou os protestos e acusou os EUA e o Reino Unido de fomentar a inquietude, e avisou que haverá riscos à economia.

A chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou concessões na última semana que tinham como objetivo o fim dos protestos, incluindo acabar com um projeto de lei impopular de extradição para a China, que disparou os atos populares em junho.

Manifestantes disseram a retirada do projeto de lei não é suficiente, e que veio tarde. Eles ampliaram as pautas dos protestos.

A proposta previa que as pessoas poderiam ser extraditadas para a China onde responderiam processos criminais nas cortes de Justiça controladas pelo Partido Comunista.

Hong Kong tem um judiciário independente desde o domínio do Reino Unido.

Lei nos EUA

Os parlamentares dos EUA devem responder às ações da China em Hong Kong. Senadores do Partido Democrata já disseram que será uma das prioridades quando o Congresso voltar de recesso.

O senador democrata Chuck Schumer pediu ao líder da maioria, Mitch McConnell, um republicano que determina a pauta do Senado, elaborar um texto que iria requerer uma justificação anual e um tratamento especial dado à Hong Kong, inclusive privilégios comerciais, sob uma lei americana de 1992.

A lei também determinará que autoridades da China e de Hong Kong que torpedearem a autonomia de Hong Kong estarão sujeitas à sanções.

Os manifestantes em Hong Kong, na sua petição seja aprovada inteiramente.

Trump alterna a maneira como lida com a China: ele elogia o presidente Xi Jinping, diz que se trata de um grande líder, mas também o trata como inimigo, e afirma que a China tira vantagem das empresas dos EUA.

Pequim anunciou que alguns de seus líderes vão à Washington no começo de Outubro para acabar com a disputa comercial que entra em seu segundo ano.

Líder detido

Joshua Wong, um dos líderes dos atos pró-democracia em Hong Kong, que começaram há cinco anos, foi preso novamente no domingo ao voltar da Alemanha e dos EUA por violar as regras da condicional, segundo ele.

Ele foi acusado de incitar e participar em um ato não autorizado do lado de fora da polícia no dia 21 de junho, e solto sob fiança.

“Conselho legal preliminar sugere que a corte tinha conhecimento e aprovava minhas viagens à Alemanha e aos EUA quando me garantiu liberdade condicional no dia 30 de agosto”, ele disse. “Portanto, acredito que erros foram cometidos”, acrescentou.

VIa G1

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