Jovem mãe brasileira é presa por tráfico internacional  na Nova Zelândia

Jovem mãe brasileira é presa por tráfico internacional na Nova Zelândia

5 de dezembro de 2018 Off Por edumeireles

Um brasileira mãe de duas crianças foi presa e condenada a 6 anos e 3 meses de prisão, naquela que foi considerada uma das maiores apreensões de cocaína da história da Nova Zelândia.

Pamela Taina Nascimento foi presa tentando contrabandear cocaína para a Nova Zelândia em setembro.

O jovem de 23 anos viajou para Auckland saindo de São Paulo, Brasil, via Buenos Aires. Ela havia engolido cerca de 40 cápsulas de cocaína além de outras 44 cápsulas  foram encontradas atadas em seu corpo juntas  – elas somavam quase 1kg de cocaína 85%pura.

De acordo com a brasileira, a propostas para trazer drogas para a Nova Zelândia, foi feita por um homem em uma praia do Brasil, pelo serviço completo Paloma receberia cerca de R$ 12 mil reais, que quando convertidos daria  pouco mais de NZ $ 4.5 mil dólares.

As capsulas de cocaína valem hoje  mais de NZ $ 310.000 nas ruas da Nova Zelândia.

Rota do trafico para NZ

De acordo com  relatos, Pamela nasceu em São Paulo, mãe solteira morava com os avós, é mesma havia perdido um irmão que morreu em uma troca de tiros a cerca de dois anos.

Pamela já havia traficado drogas com sucesso, pela mesma quantia em dinheiro Nascimento conseguiu entrar com drogas na Espanha.

Em audiência  realizada no dia 04,Pamela disse que usou o dinheiro do tráfico para pagar contas e cuidar de seus dois filhos com idade de 2 e 5 anos,

Nascimento tentou traficar cocaina para a  Nova Zelândia e quando ela chegou em Auckland em 28 de setembro, agentes da alfândega  a entrevistaram e constataram que a mesma estava nervosa e a detiveram para mais averiguações.

Em uma vistoria capsulas foram encontradas atadas em seu corpo, mais tarde um exame de raio x revelou que ela havia ingerido mais drogas.
Na  audiência a brasileira foi condenada a 6 anos e 3 meses de prisão.

Mas, como disse a juíza Philippa Anne Cunningham, Nascimento era efetivamente uma “mula” e teria sido “usada” por narcotraficantes internacionais.

O governo ajudou a Alfândega a combater os cartéis ao alocar cerca de NZ $ 54,2 milhões em financiamento operacional.

“É tudo altamente organizado”, disse Jamie Bamford, gerente do grupo alfandegário de investigações e fiscalização da inteligência.

“Acreditamos que gangues criminosas mexicanas e cartéis estão por trás disso … vimos um aumento nos envio [de drogas] vindas da América do Sul”.

O gerente de investigações alfandegárias, Bruce Berry, disse que existe um aumento crescente de pessoas e cargas com drogas oriundas da América Latina e do Sul.

Ele tinha “informações sólidas” que os cartéis eram responsáveis por essas ações.

O aumento da oferta é, em parte, porque o neozelandês paga caro pela grama de cocaína no mundo, de acordo com o Global Drug Survey 2018.

Em média, os kiwis pagam NZ $ 340 por um grama, cerca de NZ $ 20 a mais que a Austrália – o segundo país mais caro.

Enquanto isso, na Colômbia, os usuários pagam apenas NZ $ 6,86 por grama de cocaína, enquanto no Brasil custa NZ $ 15,50 por grama – o segundo preço mais barato do mundo.

Enquanto isso, Nascimento será elegível para liberdade condicional depois de cumprir um terço de sua sentença antes de ser deportado para o Brasil.

A juíza Cunningham disse que tinha “muita simpatia” por Nascimento e deu a ela uma sentença de prisão reduzida por circunstâncias pessoais.

“O desconto é tanto para as crianças quanto para a senhorita Nascimento”, disse ela.

O consulado brasileiro também ajudou Nascimento enquanto ela estava sob custódia, ajudando-a a permanecer em contato com sua família, disse o juiz Cunningham.

No entanto, em março, o jornal Herald informou que o consulado do Brasil em Auckland estava dizendo aos seus cidadãos que se fossem pegos com drogas, só serviriam alguns anos de prisão. O que de acordo com o jornal estava servindo como  um incentivo aos que estavam tentando trazer drogas para Nova Zelândia.

A reclamação foi feita em tribunal durante a condenação de Marlon Batista De Macedo, que foi pego no ano passado com cerca de NZ $ 1,68 milhão de cocaína em sua mala.