RICKY WILSON/STUFF

A primeira-ministra Jacinda Ardern diz que quase 30 mil professores e diretores estão em  greve e que os mesmos deveriam ter esperado  por mais tempo devido às negociações que estão em andamento.

Hoje é a primeira vez em 24 anos que os professores do ensino primário paralisam suas atividades.

Dezenas de manifestações estão sendo planejadas  em todo o país, com o objetivo de ganhar atenção por melhores salários, condições e incentivos para atrair novos professores.

O sindicato dos professores da rede primária, NZEI Te Riu Roa, disse que o último acordo coletivo da oferta não iria resolver uma crise no setor de ensino.

A principal negociadora, Louise Green, disse que “é necessário um melhor investimento em educação para que todas as crianças atinjam seu potencial e tenha professores suficientes para todas as turmas”.

O Ministério da Educação disse estar desapontado com a greve.

A porta-voz Ellen MacGregor-Reid disse que o ministério valorizava os diretores e professores e que os mesmo estão trabalhando para  chegar a um acordo sobre as negociações e que isso é uma prioridade.

“Estamos decepcionados porque o sindicato decidiu entrar em greve enquanto ainda estamos no processo de negociação. Ambas as partes desejam explorar todas as vias possíveis para chegar a um acordo. Continuaremos a negociar de boa fé”.

Mas a NZEI disse que precisa haver “uma mudança substancial” na oferta do ministério.

O QUE OS PROFESSORES QUEREM:

– Um aumento salarial de 16% ao longo de três anos.

– Mais tempo  para lidar com a papelada

– Um coordenador de necessidades especiais para todas as escolas.

– Reduzir a relação professor / aluno nos anos 4 a 8, de 1:29 a 1:25

– Tornar as bolsas de maternidade acessíveis ao cuidador principal, independentemente do sexo

– Garantir que todas as escolas tenham pelo menos dois funcionários equivalentes em tempo integral