Após 8 horas, audiência de Sergio Moro é encerrada na Câmara após tumulto

Moro argumentava dizendo que não reconhecia a autenticidade das mensagens e que a divulgação das supostas conversas era uma tentativa de libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A meu ver, o que existe é uma tentativa criminosa de invalidar condenações, e o que é pior: a minha principal suspeita é de que [o objetivo] seja evitar o prosseguimento das investigações. Criminosos que receiam que as investigações possam chegar até eles e estão querendo se servir desses expedientes [as invasões e as mensagens] para impedir que as investigações prossigam”, afirmou.

Moro classificou o vazamento das mensagens de “escândalo fake já afundado ou afundando”, “um balão vazio”.

“Minha opinião é de que alguém com muitos recursos está por trás dessas invasões e o objetivo principal seria invalidar condenações da Lava Jato”, disse.

Na Câmara, Moro fez referência aos protestos realizados no domingo (30), em sua defesa.

“Houve um movimento expressivo no fim de semana em que várias pessoas apoiaram o trabalho da Lava Jato”, afirmou. “O Brasil saiu nos últimos anos do lugar comum, da impunidade e da grande corrupção”, completou.

Na troca de mensagens, o ex-juiz dá orientações aos procuradores e orienta como devem ser conduzidas as investigações.

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