Tudo sobre Auckland: a cidade das velas.

Tudo sobre Auckland: a cidade das velas.

15 de maio de 2019 Off Por Rafael Albani

Auckland: “a donzela com uma centena de pretendentes”, assim é conhecida esta cidade no idioma do povo nativo da Nova Zelândia, os maori. O motivo desse nome? Diversas tribos queriam dominar essa porção de terra tão próspera.

Por volta de 180 milhões de anos atrás a Nova Zelândia e a Austrália eram parte de uma gigante massa territorial chamada GONDWANA. Uma agitação tectônica causou a quebra e o afastamento da Nova Zelândia de quase 3000 km para o sul da Austrália, onde se encontra hoje.

Polinésios navegaram para cá em canoas durante as migrações em massa no começo do século de 1300, seguindo os passos de seus antecessores “Kupe” que, em 950, haviam descoberto uma terra desabitada e deram-na o nome de Aotearoa – “Land of the Long White Cloud” ou A Terra da Longa Nuvem Branca no idioma Maori.

Depois do explorador Holandês Abel Tasman ter descoberto as terras em 1642, foi dado o seu atual nome – Nieuw Zeeland em Holandês – sua terra natal. Tasman encontrou nativos hostis, os Maoris que já haviam chegado muito antes, então não desembarcou.

Em 1769 o navegador Britânico Capitão James Cook anunciou o começo da colonização Européia na Nova Zelândia. Ele navegou e mapeou ao redor das Ilhas Norte e Sul, dando as baías e pontos de referência nomes que continuam sendo usados até hoje.

Depois de 1790, Europeus vieram para montar estações de baleia.

Mas não foi até 1840 que o tratado de colonização com a maioria das tribos Maori do País foi assinado e em 6 de fevereiro de 1840, o Te Tiriti o Waitangi “The Treaty of Waitangi” ou Tratado de Waitangi criou a Nova Zelândia como colônia da Coroa Britânica, colocando o povo Maori sobre a proteção da Coroa e dando a eles a continuidade do direito de ter sua própria terra tribal. Este tratado é hoje a base das reivindicações das tribos Maori pela injusta tomada de terras pelos colonizadores Britânicos.

O que ficou conhecida como “New Zealand Land War” ou a guerra por terras na Nova Zelândia continuou por mais de 30 anos após a assinatura do tratado.

Em 1860, o ouro foi descoberto na Ilha Sul pelo explorador Australiano Gabriel Read, ocasionando uma corrida de esperançosos imigrantes, particularmente os chineses. O maior filão era na região de Otago.

Dez anos depois a corrida do ouro tinha acabado. No prazo de outra década a refrigeração transformou as exportações para carne e produtos derivados de leite.

A Nova Zelândia, com sua população de 4 milhões, é menos populoso comparado com outros Países. Mas tem imposto seus fundamentos em todas as arenas do mundo, da ciência ao esporte e com êxito nas artes.

Em 1893, este foi o primeiro País autogovernado a dar o direito de voto às mulheres.

O País tornou-se uma nação independente em 1947 como membro da Comunidade Britânica.

Na década de 1950, a Nova Zelândia alcançou dois dos seus mais gloriosos momentos. O Alpinista Edmund Hillary (agora Sir. Edmund) foi a primeira pessoa a conquistar a montanha mais alta do mundo, o Mt. Everest, em 1953. Em 1956 o time nacional de rúgbi da Nova Zelândia, o All Blacks, uniu a nação quando venceu o time Sul Africano Springboks por três a um. Hoje o esporte está entranhado na cultura Kiwi, como são conhecidos os Neozelandeses.

Informações gerais:

  • Maior cidade da Nova Zelândia
  • Apelido: Cidade das Velas
  • População: mais de um milhão e meio de habitantes
  • Tem 31% da população da Nova Zelândia
  • Fundação pelos europeus: 1840
  • Ocupada pelo nativos maoris: desde 1350
  • Localização: Situada na Ilha Norte, junto ao estreito que separa as duas ilhas
  • Principal centro econômico e financeiro do país

Nova Zelândia, Auckland: conheça os vinhos da região

Várias regiões da Nova Zelândia produzem vinhos respeitados no mundo todo. Nossa sugestão, em Auckland, é dirigir-se a Matakama, Kumeu ou Waiheke Island para degustar vinhos deliciosos e premiados de castas de uvas que se adaptaram muito bem a região, como pinot gris ou syrah.Não perca: Comidas típicas da Nova Zelândia: os 10 pratos mais gostosos.

Nova Zelândia, Auckland: faça ótimas compras

Por ser a principal cidade financeira da Nova Zelândia, Auckland é considerada o lugar ideal para fazer compras. Dentre as áreas comerciais mais badaladas, podemos destacar Britomart, Wynyard Quarter e Viaduct Harbour.

Nova Zelândia, Auckland: visite as praias

A cidade tem diversas atrações, mas suas praias são bastante concorridas e apreciadas. Se estiver na cidade, procure as praias em West Coast e Hauraki Gulf.

Nova Zelândia, Auckland: que tal conhecer as ilhas?

A apenas 40 minutos de balsa da cidade, você encontra Waiheke Island, uma das diversas ilhas paradisíacas do Golfo de Hauraki. Todas elas oferecem paisagéns magníficas no interior e praias belíssimas no litoral.

Nova Zelândia, Auckland: são 48 vulcões!

Isso mesmo, 48 vulcões espalhados pela região. É o tipo de aventura que você não pode perder, com paisagens espetaculares e longas trilhas.

O Mount Eden é o mais famoso entre os turistas e ponto de parada obrigatório de todo visitante de Auckland. Localizado bem próximo do centro da cidade, a linha turística do Outer Circle faz parada na base do morro logo depois de passar pelo bairro de Parnell.

O cume do Maungawhau, o nome original do vulcão, é o ponto natural mais alto da cidade de Auckland. Lá, além de uma belíssima vista de Auckland, o viajante consegue observar sua cratera côncava mantida quase perfeita, dando uma noção muito real do que era o vulcão.

Nova Zelândia, Auckland: mergulhe de cabeça

Uma das torres mais altas do mundo, a Sky Tower oferece, além de uma vista maravilhosa, a oportunidade de saltar de lá. Quer tentar?

Nova Zelândia, Auckland: a cidade das velas

A cidade de Auckland, na Nova Zelândia, é assim chamada porque este esporte é praticado por todos os lados da cidade, cercada de praias e com ventos favoráveis a quem deseja velejar.

O que fazer em Auckland

O desembarque na Nova Zelândia acontece, na maioria dos casos, no aeroporto de Auckland e sempre depois de um voo muito longo, com uma enorme mudança de fuso horário. A não ser que você já esteja na Austrália e de lá estenda sua viagem à Nova Zelândia, o desgaste será imenso e a ambientação nos primeiros dias será complicada.

Assim, aproveite o tempo que tiver na cidade para se reestruturar, caminhar pelas ruas principais e conhecer o ritmo de vida neozelandês.

Aos que tiverem mais dias de folga no roteiro, a dica é conhecer também os bairros e pontos turísticos de Auckland mais afastados do centro da cidade e quem sabe ainda explorar alguma das ilhas próximas.

Abaixo listamos nossas sugestões do que fazer em Auckland e detalhamos cada dica em seguida:

  • O centro de Auckland, o Auckland CBD
    • As principais ruas: Queen Street, Quay Street e Karangahape Road
    • A Sky Tower
    • Albert Park
    • Museu de Auckland
  • Os vulcões de Auckland
    • Mount Eden
    • One Tree Hill
    • Rangitoto
  • Os bairros além do centro
    • Ponsonby
    • Devonport
  • As Praias do North Shore e da Costa Oeste
  • A ilha de Waiheke

O que fazer no centro de Auckland, o Auckland CBD

O centro de Auckland, chamado pelos neozelandeses de CBD, é compacto e facilmente percorrido a pé. Para os recém-chegados, passear por suas ruas principais é excelente atividade para se ambientar na chegada.

Para ir mais longe, ou poupar uma caminhada maior, existem 3 linhas de ônibus turísticos na cidade bem fáceis de identificar:

  • City Link – vermelho. Roda o centro, do Wynyard Quarter até a Karagahape Road
  • Inner Circle – verde. Liga os bairros de Ponsonby e Parnell, cruzando de um lado a outro pelo centro.
  • Outer Circle – amarelo. É uma linha maior, que atinge diversos bairros, vai ao Parnell, ao Mount Eden, ao Mount Albert e Point Chevallier.

Para detalhes de horários, preços e rotas, acesse o site do AT – Auckland Transport (em inglês).

As principais ruas: Queen Street, Quay Street e Karangahape Road

A Queen Street é a rua principal da cidade, onde está boa parte do comércio do centro. Ela liga o porto à Karangahape Road e às vias expressas que levam aos subúrbios. Andar pela Queen Street é frequente na rotina de todo turista recém-chegado a Auckland.

Paralela ao porto corre a Quay Street, na região do Britomart. A área é repleta de restaurantes e cafeterias e ótima para passar um tempo observando a movimentação do porto. Ao fim do dia, tire um tempo para observar e entrar no Ferry Building, às margens do golfo. Caminhe pelos píers e ao final você encontrará espreguiçadeiras para deitar e observar o pôr do sol.

Na parte alta, a Queen Street cruza com a Karangahape Road, a K Road como chamada pelos neozelandeses, a rua mais alternativa do centro. Pela K Road você encontrará um comércio mais descolado, restaurantes étnicos, casas de tatuagens e lojas que vendem produtos não legalizados em outros países (!).

Saiba mais: Os festivais de música e a celebração do verão na Nova Zelândia.

A Sky Tower

Visível de quase toda a cidade, a Sky Tower é o maior ícone e principal ponto turístico de Auckland. A entrada do complexo é pela Victoria Street, próximo à esquina da Hobson Street.

Uma vez lá dentro, além de subir até o nível do observatório, de onde se vê toda a cidade de Auckland, é possível jantar em um restaurante giratório ou pagar para ter algumas emoções extras e logo se familiarizar com o país dos esportes radicais. A quem tiver coragem, na Sky Tower são oferecidos o SkyWalk – uma caminhada por fora da torre no nível do observatório – e o SkyJump – um salto externo, auxiliado por cabos, por toda a sua extensão.

Albert Park

Do outro lado do centro, próximo à Universidade de Auckland, fica o Albert Park, ideal para descansar, fotografar e passar um tempo nas diversas cafeterias próximas.

Dentro do Albert Park ainda fica a Auckland Art Gallery, a maior do tipo da Nova Zelândia.

Museu de Auckland

No topo do Auckland Domain, o Museu de Auckland já vale a visita para observar o edifício onde está localizado e a vista da cidade de lá de cima.

As coleções do museu têm bastante material de história natural, arte e cultura maori e neozelandesa. Mas o foco é na participação do país nas Guerras Mundiais, algo tratado com extrema seriedade na Nova Zelândia.

Do Albert Park é possível chegar ao Museu de Auckland numa caminhada de 20 minutos. De transporte público, as linhas do Inner Circle e Outer Circle têm paradas próximas.

O Auckland Domain, onde está localizado o Museu, foi formado pela explosão da cratera de um antigo vulcão, o Pukekawa. A cidade de Auckland é recheada destes antigos vulcões, que formam uma atração à parte. Mas há outros lugares onde é mais fácil observá-los.

One Tree Hill

One Tree Hill é um parque formado sobre a região por onde correu a lava da explosão de três crateras do vulcão ali existente. Em metragem quadrada, a área de base atingida faz com que este seja considerado o segundo maior dos vulcões de Auckland, atrás apenas do Rangitoto.

Como durante a explosão, as laterais do cone vulcânico foram rompidas pela lava, em One Tree Hill é mais difícil de visualizar o formato das antigas crateras. A área, no entanto, atrai por ser um importante memorial para a cultura maori, e por ter sido incorporada pela cultura pop, ao virar título de uma música do U2.

Para visitar One Tree Hill usando o transporte público da cidade a opção mais fácil é pegar um trem no Britomart até a estação de Greenlane e de lá caminhar até o parque.

Rangitoto

O maior e mais impressionante vulcão de Auckland, o Rangitoto reina sozinho em uma ilha do Golfo de Huaraki, sendo visível da maior parte do litoral da cidade.

Por seu formato simétrico, o Rangitoto tem a imagem icônica dos vulcões que mais atraem a nós, turistas. Assim, incluir uma ida à ilha do Rangitoto deveria ser item obrigatório na hora de decidir o que fazer em Auckland a qualquer visitante.

A possibilidade deste passeio, no entanto, é pouco divulgada e são raros os turistas que efetivamente vão até lá. Nós mesmos, estivemos por um ano na Nova Zelândia e só descobrimos que isto era permitido depois de termos saído do país (não cometam o mesmo erro, por favor!).

Para visitar a ilha do Rangitoto basta pegar o ferry que sai do porto de Auckland, ou do bairro de Devonport. A viagem completa dura 25 minutos.

Ao chegar lá, a trilha do porto ao topo do vulcão, gerenciada pelo departamento de conservação da Nova Zelândia, dura 1 hora em uma caminhada moderada de 4 a 5 km.

Os bairros além do centro

Caso seus dias na cidade sejam reduzidos, sua programação provavelmente ficará restrita aos pontos turísticos do centro de Auckland, mas os demais bairros também têm muito a oferecer.

Ponsonby

Ponsonby é o bairro boêmio e descolado de Auckland. Por lá você encontrará diversos restaurantes étnicos, além de bares, cafeterias e bem mais opções para quem procura o que fazer em Auckland durante a noite.

Para chegar até lá em transporte público, pegue a linha do Inner Circle no centro e desça na parada da Ponsonby Road.

Devonport

Devonport é o bairro que fica do outro lado do golfo de Huaraki, bem em frente ao centro de Auckland. Para chegar até lá é necessário cruzar a Auckland Harbour Bridge ou, de maneira mais interessante aos turistas, pegar um ferry do centro até o porto de Devonport, numa viagem ótima para sentir o clima portuário da cidade.

Devonport é um bairro muito tranquilo, com um casario histórico, sem muitas atrações de destaque, mas bem interessante para passar um tempo, caminhar pelos parques e praças e, especialmente, observar a vista privilegiada.

As Praias do North Shore e da Costa Oeste

Além de mergulhar na agitada vida urbana, o turista recém-chegado à Nova Zelândia pode também decidir aproveitar as inúmeras praias espalhadas pela cidade na hora de decidir o que fazer em Auckland.

A maior cidade do país é banhada pelas duas costas neozelandesas: o Oceano Pacífico, através do Golfo de Huaraki, e o Mar da Tasmânia, na costa oeste da cidade. Dos dois lados o visitante encontrará praias lindas e cada uma delas com características próprias.

As praias mais próximas da cidade, as do North Shore e, um pouco mais além, na Hibiscus Coast, são de águas mais calmas e de areias brancas, ideais para banho (no verão) e passeios mais tranquilos. Entre elas, algumas ótimas opções, e bem acessíveis, são as praias do bairro de Takapuna.

Do outro lado, na costa oeste, as praias são mais agitadas e de areias negras. São locais quase virgens, muito procuradas por surfistas e por quem queira um contato maior com a natureza. Visitar a trinca de praias da região – Piha, Bethells e Karekare – é fundamental a quem viaje em busca das melhores imagens que Auckland pode proporcionar.

Com tanto tempo disponível na cidade você terá a certeza de ter conhecido tudo o que Auckland tem a oferecer. E estará pronto para se impressionar ainda mais com o que a Nova Zelândia irá proporcionar a sua viagem quando finalmente partir ao interior.