Em uma audiência nesta terça-feira, o Laboratório SEG prestou esclarecimentos ao Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul. A promotora Rosely Lopes investiga a denúncia de que, a cada 500 amostras coletadas de exames de câncer de colo de útero, somente cinco eram realmente analisadas. O caso teria ocorrido em uma unidade básica de saúde em Pelotas, no sul do estado.

 

O laboratório pediu que o Ministério Público fique com a guarda das provas, que incluem as lâminas de mais de 41 mil exames já realizados. O material deve ser entregue na sexta-feira.

 

Em julho do ano passado, a equipe da unidade básica de saúde Bom Jesus enviou um memorando à Secretaria de Saúde de Pelotas. De acordo com médicos e enfermeiros, somente 1% dos exames enviados ao Laboratório SEG eram realmente analisados. Os outros recebiam laudos padronizados, que indicavam a ausência de câncer. Agora, um ano depois, a denúncia foi formalizada no Ministério Público gaúcho.

 

A Prefeitura de Pelotas tem até segunda-feira para fornecer ao Ministério Público as informações sobre o contrato com o laboratório. A Secretaria de Saúde diz que fiscalizou o estabelecimento antes e depois da denúncia dos funcionários, e concluiu que o laboratório cumpria todos os protocolos do Ministério da Saúde. A secretaria prometeu divulgar novas informações ainda nessa terça-feira, mas, até o fechamento desta reportagem, não se manifestou.

 

A advogada Christiane Fonseca, que representa o Laboratório SEG, classificou a denúncia como mentirosa, sem fundamentos e com caráter político-partidário.

Source: Internacional